História

100 ANOS

Uma história de gerações
com dedicação

100 ANOS

Uma história de gerações com dedicação

Em 1917, Lago Cerqueira funda as Caves da Calçada com a construção de uma adega na Casa. A Casa da Calçada, de resto, já há muito produzia vinhos, e possuía uma coroa que o provava: aquela que é hoje a vinha mais antiga da região.

Lago Cerqueira apresenta-se como tudo menos tradicional: institui novas configurações de vinha, e dinamiza o negócio dos vinhos de forma a ser o primeiro empresário de Vinhos Verdes a exportar para fora do país: nomeadamente, para o Brasil.

A região dos Vinhos Verdes já era desde 1908 uma região oficialmente demarcada. Este reconhecimento marcou o nascimento da identidade do Vinho Verde como um produto com personalidade própria. Amarante sempre foi um grande polo de produção agrícola, e a produção vitivinícola não lhe ficava atrás: foi uma das primeiras cinco sub-regiões da denominação de origem controlada junto a Monção, Lima, Basto e Braga.

Julga-se que a Casa da Calçada terá sido construída em 1707, mas o registo dos primeiros hóspedes apenas se dá em 1809. Falamos do exército invasor de Napoleão que, após prolongada resistência por parte dos amarantinos, se instalou naquela propriedade para mais próximos estarem do vinho que por lá já se produzia. Antes de saírem, assinaram o livro de visitas com tochas – incendiando a Casa.

Foi a família Lago Cerqueira que nos finais do século XIX comprou a propriedade e a reconstruiu. Apreciador de arte com gostos refinados, António Lago Cerqueira fez uso da sua fortuna para transformar aquele colosso num palácio confortável decorando o interior do edifício com delicadeza, elegância mas também com um carácter marcadamente aberto a quem viesse por bem.

Manuel da Mota, empresário madeireiro amarantino de grande sucesso e amigo do falecido Lago Cerqueira, já mirava a Casa da Calçada a partir da sua Casa do Pinheiro Manso – localizada um pouco mais acima na encosta. O sucesso da sua empresa permite-lhe comprar, no final da década de 60, o palácio de Lago Cerqueira e o projeto de vinhos a ele associado. Após a compra muda-se com a sua família para a Casa da Calçada e começa o processo de recuperação, dando também continuidade à produção do vinho de renome.

Manuel da Mota falece em 1995, mas deixa bem claros os seus desígnios para a Casa da Calçada: deverá converter-se num hotel, e assim abrir os seus tesouros a quem os souber apreciar.

Coube à filha mais nova de Manuel da Mota, Paula Mota, levar a termo o desejo de seu pai. É em 2001, na primeira página de um novo milénio, que a Casa da Calçada inicia a sua nova vida como hotel. A fina decoração e as peças de arte que recheiam a Casa da Calçada tornavam-se abertos a todos aqueles capazes de as apreciar. O ambiente quente e familiar do palácio é preservado para todos os hóspedes dos 30 quartos e suites, num compromisso de qualidade que valeu em 2003 a integração do hotel na prestigiada cadeia Relais & Châteaux.

Com uma consciência plena desta densa e honrada história das propriedades que a compreendem, a marca CALÇADA pretende nada menos do que reacender essa chama que surge ciclicamente com um epicentro especial: a Casa da Calçada. Se o terroir é a conjugação perfeita entre vinha e terra, uma marca de vinhos é a conjugação ideal entre história e visão.

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Em 1917, Lago Cerqueira funda as Caves da Calçada com a construção de uma adega na Casa. A Casa da Calçada, de resto, já há muito produzia vinhos, e possuía uma coroa que o provava: aquela que é hoje a vinha mais antiga da região.

Lago Cerqueira apresenta-se como tudo menos tradicional: institui novas configurações de vinha, e dinamiza o negócio dos vinhos de forma a ser o primeiro empresário de Vinhos Verdes a exportar para fora do país: nomeadamente, para o Brasil.

A região dos Vinhos Verdes já era desde 1908 uma região oficialmente demarcada. Este reconhecimento marcou o nascimento da identidade do Vinho Verde como um produto com personalidade própria. Amarante sempre foi um grande polo de produção agrícola, e a produção vitivinícola não lhe ficava atrás: foi uma das primeiras cinco sub-regiões da denominação de origem controlada junto a Monção, Lima, Basto e Braga.

portico-antigo

Julga-se que a Casa da Calçada terá sido construída em 1707, mas o registo dos primeiros hóspedes apenas se dá em 1809. Falamos do exército invasor de Napoleão que, após prolongada resistência por parte dos amarantinos, se instalou naquela propriedade para mais próximos estarem do vinho que por lá já se produzia. Antes de saírem, assinaram o livro de visitas com tochas – incendiando a Casa.

Foi a família Lago Cerqueira que nos finais do século XIX comprou a propriedade e a reconstruiu. Apreciador de arte com gostos refinados, António Lago Cerqueira fez uso da sua fortuna para transformar aquele colosso num palácio confortável decorando o interior do edifício com delicadeza, elegância mas também com um carácter marcadamente aberto a quem viesse por bem.

historia_calcada

Manuel da Mota, empresário madeireiro amarantino de grande sucesso e amigo do falecido Lago Cerqueira, já mirava a Casa da Calçada a partir da sua Casa do Pinheiro Manso – localizada um pouco mais acima na encosta. O sucesso da sua empresa permite-lhe comprar, no final da década de 60, o palácio de Lago Cerqueira e o projeto de vinhos a ele associado. Após a compra muda-se com a sua família para a Casa da Calçada e começa o processo de recuperação, dando também continuidade à produção do vinho de renome.

Manuel da Mota falece em 1995, mas deixa bem claros os seus desígnios para a Casa da Calçada: deverá converter-se num hotel, e assim abrir os seus tesouros a quem os souber apreciar.

foto_Calçada_final

Coube à filha mais nova de Manuel da Mota, Paula Mota, levar a termo o desejo de seu pai. É em 2001, na primeira página de um novo milénio, que a Casa da Calçada inicia a sua nova vida como hotel. A fina decoração e as peças de arte que recheiam a Casa da Calçada tornavam-se abertos a todos aqueles capazes de as apreciar. O ambiente quente e familiar do palácio é preservado para todos os hóspedes dos 30 quartos e suites, num compromisso de qualidade que valeu em 2003 a integração do hotel na prestigiada cadeia Relais & Châteaux.

Com uma consciência plena desta densa e honrada história das propriedades que a compreendem, a marca CALÇADA pretende nada menos do que reacender essa chama que surge ciclicamente com um epicentro especial: a Casa da Calçada. Se o terroir é a conjugação perfeita entre vinha e terra, uma marca de vinhos é a conjugação ideal entre história e visão.